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domingo, 31 de julho de 2011

Temp de Driaw

O lar do tempo, como diríamos na Terra. Temp de Driaw é um templo construído em uma das ilhas perto do "canto do mundo", a costa norte do continente. Fica longe de toda a civilização e muito poucos tiveram a destreza de chegar lá, um lugar sem vida, mas que dizem abrigar toda a verdade por trás de todo o tempo que já passou até o momento, e alguns autores chegam a afirmar até mesmo que o lar do tempo guarda informações sobre o futuro.
Os primeiros a chegarem naquele lugar foram os novos arcanos. Quando eles migraram para as ruínas da antiga cidade, um grupo de amigos resolveu ir mais além ao norte, cruzando a montanha. Lendas dizem que apenas um deles chegou lá vivo, mesmo que não tenha conseguido voltar.
Tempos depois, na época hômena, 1500 anos depois da chegada dos dez grandes, vieram os primeiros relatos da existência do lar do tempo. Um lugar imenso e majestoso, mas esquecido entre as ruínas de uma cidade de metal. Uma ilha completamente cinzenta, sem nem sequer uma planta viva no meio do chão de concreto coberto pela areia trazida pelos ventos do sul. No meio de tudo, um templo em perfeito estado, completamente cinzento e feito de metal aguentando todo o desgaste do próprio tempo.
E depois de tantas histórias, ninguém sabe ainda quem o construiu. Não havia nenhum rastro de que alguém tenha vivido naqueles prédios vazios abandonados, e também não há como saber de onde veio toda aquela tecnologia que construiu aquelas casas perfeitas, com materiais tão resistentes. O lar do tempo no entanto não passa de uma lenda para a maioria das pessoas.
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sábado, 30 de julho de 2011

A Chegada dos Gregos

Sempre foi um mistério como os gregos helenísticos chegaram aqui, mas se tem certeza de que realmente vieram. Existem rastros sobretudo do idioma grego nos dias de hoje. Mas enfim, aqui será contada a história de como foi que tudo isso aconteceu.


Cerca de 3000 iliats antes da fundação da nova ar'kanélia
Desta vez o inverno era rigoroso, nevava em quase todos os cantos do mundo e ninguém esperava alguma coisa especial naquele dia, até que aconteceu. Bem ao norte, nas montanhas, um clarão pôde ser visto de longe, uma luz branca, meio azulada, durou mais ou menos meio segundo e desapareceu com a mesma rapidez com que apareceu. Quando o pessoal da cidade arcana foi lá para ver o que era, encontraram um círculo perfeito sem neve em volta de uma pequena cratera. Bem no meio, uma esfera de madeira pegava fogo. A esfera era do tamanho de uma casa, e surpreendentemente estava intacta no meio do fogo do impacto. Depois de mais ou menos meia hora, a esfera começou a se desmontar; pedaços caíam aos montes e por fim lá estava o grupo de cientistas que tinha chegado ao tão distante planeta Djyoláit. Eram dez no total, e nunca revelaram seus nomes verdadeiros, o que na verdade não importava muito. E lá estavam os deuses modernos, falados durante eras: Safron, Dionos, Gaia, Urano, Dát, Õria, Lantanen, Amaltéa e Kalist.
Estes dez cientistas terráqueos foram o motivo da migração dos arcanos para o sul, o que eventualmente os salvou de uma imensa irupção vulcânica das montanhas do norte, já misteriosamente prevista pelos dez grandes, como eram chamados.
E assim começava o período moderno na história do nosso planeta.

O Alfabeto Arcaico

O idioma Ar'kanéo, oficialmente usado em cada canto do planeta, tem uma história maior que qualquer outro idioma, incluindo os falados no planeta Terra, terceiro do Sistema Solar, ou Solar System como é chamado na Lingua Franca nativa. Por aqui o Arkanéo já passou por vários períodos, sendo o mais antigo deles o chamado período Abjad. Era falado pelos djmnds e não tinha vogais, ou seja, funcionava exatamente como várias línguas faladas hoje no oriente médio terráqueo. A diferença é que o modo de ler cada palavra era passado de geração em geração e tais instruções nunca foram gravadas em lugar nenhum. Sendo assim, hoje em dia ninguém mais consegue ler o ar'kanéo que era usado pelos djmnds e afinal de contas não é mais usado, então nem se importe se não conseguir ler alguma palavra que só tenha consoantes. Nessa época ainda não existia um alfabeto.
Evidências comprovam que havia outro abjad (alfabeto sem letras) usado nas origens do gigante povo arcano, mas nem um pouco parecido com o falado pelos djmnds, e que tal abjad teria evoluído para o alfabeto atual, mas isso é um assunto para depois.
O segundo período do idioma Ar'kanéo foi o Arcaico. O povoado djmnds migrou para o platô desértico, chamado hoje de Ipsili Érimo, nome dado pelos gregos. Tal migração aconteceu mais ou menos 230 anos depois do início do povoado arcano, e os "estranhos do leste" adotaram o sistema de escrita usado por lá. Então, cerca de apenas 400 anos depois, os habitantes do deserto começaram a descer para a metrópole no centro do mundo, Ar'kanélia, trazendo um sistema de escrita completamente novo, um silabário onde cada símbolo era formado pela mistura de traços entre a consoante e a vogal que a formavam, mas também era possível escrever letras desacompalhadas. Este é o alfabeto arcaico usado até hoje por alguns escritores. Tempos depois, com a chegada dos gregos cerca de 3000 iliats antes da reconquista da metrópole e 300 anos antes de Cristo, os grandes ar'kanéos começaram a migrar para o sul, e é nesta época que se encerra o período arcaico.
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sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Torre de Babel dos Ar'kaneat

Décimo quinto dia do iliat 47, primavera. Os festejos do labirinto são realizados ao redor do mundo como de costume em todas as primaveras, mas nesse em especial é inaugurada a maior torre já construída pela humanidade, com impressionantes 55 andares, completamente feita dos melhores materiais da época, planejada pelos maiores arquitetos e completa depois de 28 iliats de trabalho contínuo. A construção se torna o símbolo da perfeição por muito tempo e é usada para os mais diversos fins. O prédio mais se parecia com um castelo de cinco torres, com a imensa coluna emergindo do centro e afinando no topo, e por muitos iliatae foi (infelizmente) usado como o lar do mal-caráter governante máximo Hwailer, que no oitavo dia do iliat 52, verão, declarou aquele povoado como os novos arcanos, nomeando a cidade oficialmente de Ar'kanélia.
No entanto, o imenso monte de pedra só trazia infelicidade. Era usado como moradia somente dos mais ricos, e não demorou muito para que a cidade fosse dividida entre os pobres e os imensamente ricos que viviam dentro da fortaleza. Com o tempo os novos arcanos deixaram de ser um povo feliz sob o governo de Hwailer, o ganacioso governante da cidade mais importante do mundo. Os iliats se passavam e a miséria se tornava cada vez mais aparente, e até mesmo o castelo se deteriorava sem a atenção do governante que vivia isolado no topo da torre central.

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Nono dia do iliat 74, inverno. A ganância do velho governante Hwailer leva à má manutenção do castelo Ar'kalélia Vanads-A beleza de Ar'kanéos, então acontece o inevitável acidente: O desabamento do teto do décimo oitavo e último andar da torre norte faz com que um dos galões de querosene guardados exatamente no andar 18 seja atingido pelos destroços do telhado. Na verdade isso não seria problema nenhum, mas aqueles galões velhos estavam lá esquecidos por muito tempo em recipientes inadequados de pedra e muito frágeis, o que levou à completa destruição do galão atingido por uma viga de ferro. Não foi o suficiente para uma explosão, mas o líquido inflamável se espalhou pela sala e se infiltrou no chão pelas imensas rachaduras que há muito tempo ameaçavam colapsar e cair no andar de baixo. No andar 17, o querosene começou a escorrer e atingiu uma tocha acesa na parede, o que foi o suficiente para acender o rastro que continuou até o andar 18, o qual ficou em chamas assustando o prisioneiro do andar 17 que tentou inutilmente fugir da cela.
Mas era tarde demais.
Quando o teto da cela despencou, trouxe junto todos os recipientes fechados que explodiram na queda, liberando uma quantidade imensa de energia, o suficiente para destruir completamente todos os andares acima do 13. O fogo se alastrou facilmente para todo o castelo deteriorado pela má conservação e pelo descuido do governante máximo, e em pouco tempo já havia alcançado a torre central.
"Hwailer, o Supremo" não quis deixar sua propriedade, e mesmo que quisesse não teria conseguido. Gritou pela janela, mais alto do que nunca: "Apaguem o fogo, Não vou abandonar meu castelo!".
Centenas de habitantes da nobreza ficaram presos na construção, incluindo o próprio Hwailer. A torre norte chamava a atenção exatamente por não estar mais ali. A torre oeste desabou com um estrondo magnífico em direção ao centro, o que foi o suficiente.

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Quando a torre mais alta do maior castelo da maior cidade do mundo inteiro desabou, cada habitante que assistia o terrível espetáculo entendeu que a partir daquele momento tudo mudaria. O impacto feito pela coluna gigante quando ela caiu no chão destruiu instantaneamente a torre leste, e torre sul não demorou a ser destruída também. Centenas de pessoas mortas, outras centenas feridas, mas no fundo todos sabiam que haviam finalmente se livrado do pior governante do planeta.
Ar'kanélia era agora uma cidade livre.
Tudo estava como antes.

Introdução à Jeo´litshya: O Povo Arcano

Por favor não congundam ['] com [´]. São coisas diferentes. Jeo´litshya se lê mais ou menos Geolítia, mas esse tipo de coisa não importa agora. Sinto muito, poderia estar usando o alfabeto ar'kanéo agora, mas isso só dificultaria as coisas.
Bom, Jeo´litshya é uma história, uma cultura, uma linguagem, um mundo. Pena que nada disso exista e fato, mas isso não impede a existência de alguém falando sobre tais coisas.

Na verdade o nome Jeo´litshya foi dado a este mundo pelos antigos gregos que uma vez conseguiram em segredo descobrir nossa existência. Aquele povo vivia em seu país no ano de mais ou menos 300 A.C. e trouxe muitas culturas que marcaram a história de nosso mundo. Ainda permanece em segredo como os gregos chegaram aqui, e qualquer um que saiba não seria tolo de compartilhar a aventura, só para que outras pessoas pudessem vir para cá e alterar ainda mais nossa cultura.
Na verdade já existia um povoado ainda mais antigo vivendo aqui, os chamados arcanos. Eles se organizavam do mesmo jeito que quase toda população antiga: Hierarquia. A diferença é que a pirãmide era mais equilibrada e justa, com três andares: Os djihadae que eram as pessoas comuns, os Kraftae que se consideravam magos, e os Hêwat, que eram como reis, mas eram oito governando juntos. Os arcanos existiram cerca de mil anos antes dos gregos chegarem, e nesse tempo a cidade de milhares foi abandonada aos poucos, simplesmente pelas descobertas de novas terras férteis ao sul do continente, o que levou todos a acreditarem na prosperidade por lá.
Aos poucos as ruínas do povo arcano começaram a significar algo valioso novamente. Cerca de 650 anos depois de abandonarem a velha cidade, o mesmo povo que migrou para o sul descobriu toda a riqueza de seus antepassados, e com o passar dos anos a antiga imensa metrópole começou a se tornar uma capital religiosa, com imensos prédios de pedra sendo reconstruídos em meio às ruínas de barro. A reconstrução definitiva marcou o início da contagem de tempo no nosso mundo: Cada Iliat equivale a mais ou menos três meses e cobre uma estação; Ou seja, cada ano tem quatro Iliatae, um para cada estação do ano.
Uma data histórica ficou marcada para sempre, o décimo quinto dia do Iliat 23, primavera quando foi descoberta uma imensa tumba subterrânea sob as ruínas arcanas, um labirinto de sete metros de altura com inscrições antigas em todas as paredes, contando histórias detalhadas dos feitos mágicos dos kraftae, assim como instruções de como repeti-los. Tais histórias incluiam um conto sobre um velho mago que conseguia andar sobre as águas e trouxe do horizonte do oeste um pedaço do sol, já apagado depois de tanto tempo. A pedra amarela transparente foi encontrada no chão, logo debaixo da inscrição, e foi comprovada que aquilo era na verdade um diamante do tamanho de uma bola de golfe, muito bem lapidada e perfeitamente redonda, o que era perfeição demais para o primeiro povoado da história deste mundo. Grande parte das inscrições do labirinto se tornaram contos populares dos mais diversos assuntos, e foram tão modificados a ponto de serem indistinguíveis das histórias originais.